Páginas

4

Pais de atitude

Outro dia estava em uma fila e estava ouvindo a conversa de 2 pessoas à minha frente. Uma delas tinha um filho de 8 meses, aparentemente solteira e vivia com os pais. Ela estava comentando com a amiga como estava cansada por todo trabalho de mãe que conhecemos bem, de vez em quando seu pai até ajudava (não muito), mas que ela sentia falta de um companheiro que a ajudasse nessa jornada de mãe, dando banho, ficando com o bebê enquanto ela faria algo pra ela como compras ou mesmo um tomando um banho tranquilo, e a amiga virou e disse : - Ah, mas então você não quer um marido, você quer um príncipe encantado, porque homens não ajudam em nada, só atrapalham! E a conclusão dessa conversa foi que ela (a mãe) estaria melhor sozinha que com alguém que só atrapalharia sua vida.


Para mim definição de príncipe encantado é o homem perfeito dos contos de fadas, ou seja, não existem, porém conheço muitos pais "príncipes encantados" que ajudam e muito suas esposas na árdua tarefa materna. 

Meu marido, Flávio, faz tudo, desde dar banho, trocar fraldas, até levantar à noite, e ele trabalha o dia todo e ainda dá aula à noite.
Claro que conheço também muitos pais imprestáveis que não tem a capacidade nem de acalmar o próprio filho, mas percebi algo em comum nos maridos que ajudam, a atitude de suas esposas.


Vejo muitas mães reclamando que marido não ajuda, mas quando ele vai tentar ajudar ela só critica dizendo que tudo o que ele faz está errado. Qual homem se anima a fazer algo que só é criticado?


Quando o Davi nasceu, conversei muito com o Flávio pedindo a ele que me ajudasse nessa nova jornada, afinal NÓS tínhamos um filho. Sabia que o trabalho pesado seria meu, mas queria poder contar com ele para algumas tarefas que sabia que ele conseguiria. Ele topou, também porque temos um casal de amigos no qual o pai é super participativo, o Flávio via como ele participava do cuidado do filho e gostava do que fazia.


Comecei dando pequenas tarefas, como trocar uma fralda de xixi, segurá-lo enquanto eu tomava banho ou jantava, esse tipo de coisa. Eu via que ele não fazia as coisas como eu julgava que deveriam ser mas acabavam dando certo. Comecei a elogiá-lo e encorajá-lo cada dia mais, e quando me dei conta eu não precisava mais pedir, ele já percebia quando eu precisava de ajuda e fazia com prazer.


Hoje temos jeitos diferentes de lidar com algumas situações, em alguns aspectos até discordo dele, porém ao invés de criticá-lo ou dizer que está errado deixo-o fazer do jeito dele e no final acaba dando certo. Com isso aprendi a ser mais paciente tanto com o Flávio como com os meninos. E de presente o Flávio se revelou um marido e pai sensacional, o verdadeiro príncipe encantado!


Se alguém quiser tentar, é só fazer com jeitinho, conversando com seu marido dizendo a ele como seria importante a ajuda dele nessas pequenas coisas, e não se esqueça, não critique, apenas o encoraje e você pode se surpreender! Pode até ajudar no relacionamento a dois e quem sabe você também não descobre que seu marido é um príncipe encantado...





4 comentários: