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A escolha do pediatra: como escolher o melhor para seu filho?

A escolha do pediatra é uma das mais importantes que você fará nos primeiros meses de vida do seu filho, ou em alguns casos até mesmo antes dele nascer.

Mas porque essa escolha é tão importante? Pois o pediatra é o profissional que irá acompanhar todo o desenvolvimento físico (e também emocional) do seu filho em toda a infância, é a pessoa em quem você tem que confiar a vida do seu filho por assim dizer, pois é ele que irá dizer se está tudo bem com ele ou não, claro que temos nossa "intuição de mãe", mas é o pediatra que vai nos dizer se nosso medo (ou intuição) procede ou não.

É também para ele que corremos quando temos dúvidas ou quando algo não anda bem com nossos filhos, sei que nossas mães, amigas e familiares que já tenham filhos nos auxiliam bastante, mas algumas vezes essas "opiniões e conselhos" são tão controversos que você precisa de uma opinião neutra.

Mas como escolher esse profissional dentre tantos que existe hoje? Se abrirmos nosso manual do plano de saúde, pelo menos 3 páginas são só de pediatras!

A primeira coisa que deve fazer é pensar em como você quer criar e cuidar do seu filho e o pediatra tem que seguir essa linha, você deve ter uma lista de prioridades e filosofias que deseja seguir, e o pediatra deve se encaixar nas suas prioridades. Algumas coisas mudamos no caminho, mas a linha principal desse ser a mesma entre você e o pediatra.

Quando eu fui escolher o pediatra para o Davi tinha uma lista de coisas que queria (e que não queria) na minha cabeça. As principais eram que eu queria amamentá-lo até os 6 meses exclusivo (conhecia muitos pediatras que acham isso "exagero"), que me atendesse em qualquer hora do dia ou da noite, pois sendo mãe de primeira viagem sabia que teria muitas dúvidas, então teria que me dar o celular dele sem restrições, teria que me dizer sempre a verdade, sem rodeios, não importando qual seria essa verdade e também queria que fosse homem. 

Tenho um bom plano de saúde na parte hospitalar e de exames pela empresa do Flávio, mas em relação aos médicos não tinha muitas opções e sempre tive más experiências, então ser do plano não era prioridade (e pra falar a verdade nem procurei).

Com todas as prioridades feitas, fui perguntar à todas às minhas amigas com filhos sobre seus pediatras, mas nenhum deles se encaixava em tudo que eu queria, fiz também o curso de gestante pelo São Luiz (hospital onde o Davi nasceu) e conversei com alguns pediatras de lá, achei até alguns que se encaixavam, mas iria continuar a busca para ver todas as opções possíveis.

Resolvi não fazer "entrevista" com os pediatras, pois como não tinha filhos não sabia muito o que perguntar, o que realmente seria importante prestar atenção, então só fiz mesmo a primeira visita depois que o Davi nasceu pois é muito diferente quando você está com seu filho nos braços. Conheço mães que entrevistaram vários médicos, fizeram sua escolha, mas depois que o filho nasceu, mudou de opinião e de médico também. Mas isso é pessoal.

Quando achava que já havia encontrado um pediatra (que foi indicação de uma grande amiga que seguia a mesma linha que eu desejava seguir), na minha última consulta com meu obstetra resolvi perguntar se ele conhecia algum para me indicar, foi quando ele me disse que a esposa dele era pediatra e que ele não costuma indicá-la para suas pacientes, mas como me conhecia a muito tempo (vou no mesmo G/O à 14 anos!) sabia que eu iria gostar bastante dela e que iríamos nos dar muito bem.

E fiquei meio em dúvida no que fazer, eu sempre gostei muito do meu G/O e se ele disse que eu iria gostar dela eu acreditava nele, porém era mulher, uma coisa que eu não queria muito. Pode parecer machismo, mas não é, isso é porque sou biomédica, e como sou da área de saúde sou BEM rigorosa com TODOS os profissionais de saúde que vou, quero saber desde que faculdade cursou, se está ainda estudando, se está dentro de um centro de pesquisa renomado, os hospitais que trabalha…enfim sou muito chata mesmo nesse assunto. E todas as pediatras que conhecia eram meio "estressadas" demais para o meu gosto.

Então o Davi nasceu, forte, com 3.900gr e 51 cm, pegou o peito logo no primeiro dia, perdeu só 5% do peso do nascimento e já saiu do hospital ganhando peso! Com esse quadro, o pediatra do hospital achou que eu poderia ir ao pediatra de escolha só depois de 10 dias (que ingênua eu!), só que ele nasceu dia 15 de dezembro, e 10 dias depois seria natal! Resumindo só consegui marcar consulta no dia 28 de dezembro na pediatra e só para o começo de janeiro com o outro pediatra. Mas como o Davi era um touro de forte não me preocupei.

Porém quando fomos para casa e o Davi completou 7 dias, dia 22/12, sexta feira que antecedia o natal, ele simplesmente parou de mamar, parecia que havia se "esquecido" de como sugar o peito! E passou o dia mamando aos pouquinhos e chorando muito. À tardinha quando meu marido chegou em casa demos um banho bem quentinho nele (bem quentinho mesmo, tanto que as costinhas dele saíram vermelhas da água, que dó, coisas de pais de primeira viagem) e ele adormeceu, isso por volta das 6 horas da tarde. 

E às 10 horas da noite ele ainda não havia acordado, então liguei para uma amiga, que é enfermeira e mãe, quando eu contei o que tinha acontecido ela disse para eu ligar na hora para o pediatra dele que ele seria a melhor pessoa para me orientar. Aí entrei em pânico! Como vou ligar para um pediatra na sexta-feira antes do natal se eu nem tinha ido ao consultório? 

Foi quando peguei o telefone e liguei para casa do meu G/O (pois ele tinha me passado caso ocorresse algo na gestação) e perguntei a ele se eu poderia conversar com a esposa dele, e ele sempre muito simpático passou o telefone para ela. Foi então que conheci a Dra. Silvana, por telefone, e o telefone da casa dela! Ela foi super atenciosa, me passou todas as orientações por telefone mesmo, e o mais importante e crucial naquele momento, me acalmou, pois eu estava literalmente em pânico. E me disse para ir ao consultório na segunda mesmo (que seria dia 26), pois ela estaria no consultório só para atender emergências (por isso não consegui marcar a consulta antes), mas que ela atenderia o Davi sem problemas, pois achou um absurdo a recomendação do pediatra do hospital, recém-nascido deve fazer sua primeira consulta em até 7 dias depois de nascer, em qualquer situação.

E posso dizer que foi paixão à primeira consulta! Ela foi muito atenciosa, carinhosa com o Davi, senti nela um amor muito grande no que fazia. E nessa primeira consulta tirei todas minhas dúvidas (até aquele momento claro) e ela sempre muito paciente respondeu à todas. A consulta durou 1 hora de 15 minutos e saímos de lá outros pais, mais tranquilos e com um caminho a seguir guiado por uma profissional competente e que sabia exatamente o que fazia. Nem preciso dizer que desmarquei com o outro pediatra.

E ela mostrou sua competência como pediatra (e amor pelo que faz) também quando o Daniel foi internado (contei a história no post anterior) pois ela estava em um congresso em outro estado, mas ligava todos os dias para saber como ele estava e para falar com os médicos do hospital, para saber de sua evolução e até discutir os procedimentos utilizados. Ela não precisava fazer isso, pois estávamos no melhor hospital infantil de São Paulo e muito bem assistidos, mas ela fez isso por amor e consideração a mim e aos meninos, e foi muito importante, pois mais uma vez ela me acalmava muito, mas sempre explicando o que estava acontecendo e dizendo a verdade.

E nem preciso nem dizer que ela é a pediatra dos meus filhos até hoje, porém mais do que isso, eu a considero uma conselheira, uma amiga a quem posso recorrer a qualquer momento que ela estará sempre pronta para me ajudar.

E é isso, a indicação de outros pais, a aparência do consultório médico, a disponibilidade de atendimento do médico, a entrevista na gravidez, tudo isso é importante na hora de escolher o pediatra. Mas para mim o mais importante é sua empatia com ele, pois como disse anteriormente, ele é a pessoa em quem você mais precisa confiar pois quando seu filho adoecer (e você precisar se acalmar) é para ele que você vai correr, e se você não tiver empatia e confiança nele as coisas não vão funcionar.

Mas se ainda não achou, continue procurando. Minha cunhada foi em muitos pediatras quando minha sobrinha nasceu, e agora achou aquele que a atende em tudo que precisa.

O importante é não se acomodar com aquele que "até que é legalzinho", ele está cuidando da saúde do seu bem mais precioso, seu filho, e por isso ele deve ser o melhor!

E se alguém quiser ou precisar, passo o telefone da Dra. Silvana, o valor da consulta não é muito barato, ela só atende um convênio (que nem sei qual é e com restrições) mas eu não a troco por nada desse mundo!

E você já encontrou seu pediatra? Conte sua experiência!

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