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Maternidade Real - Blogagem Coletiva

Acho esse assunto muito legal, e isso sempre foi muito importante para mim por isso resolvi participar da blogagem coletiva.


Sempre quiz ser mãe, lembro-me que tinha minha vida toda "planejada"em minha cabeça desde pequena, seria médica, me casaria aos dezoito anos (hã?!) e teria três filhos.

Claro que isso era devaneio de uma menina de dez anos, pois a vida nem sempre é do jeito que planejamos, temos que fazer algumas escolhas para que possamos realizar a maioria dos nossos sonhos.

Formei-me em biomedicina porque percebi que a vida de médica não seria compatível com a vida familiar, e isso para mim sempre foi o mais importante. Não casei aos dezoito (depois dos doze anos já tinha desistido dessa idéia), mas casei aos vinte e quatro anos, logo após me formar. Porém uma coisa nunca abri mão, de ser mãe. E queria ter três filhos! Tanto que avisei meu marido (noivo na época) que isso era a única coisa que eu não abriria mão, se ele casasse comigo seria pai de três filhos. Como ele nunca havia pensado em filhos na vida dele (como quase todo homem) ele concordou. Que bom para mim…

Quando fiz três anos de casada, resolvi que era hora de ser mãe, meu marido relutou um pouco pois queria aproveitar mais nossa vida de casados, mas acabou aceitando. E engravidei em 6 meses.

Na minha cabeça já sabia como queria ser como mãe, tudo que faria e agiria quando meu filho chegasse. Mas como tudo na vida, a teoria é bem diferente da prática.

Lia bastante na gestação sobre como seria quando o bebê chegasse, porque sabia que a gestação teria um tempo determinado para acabar, mas a maternidade seria para toda vida. Os dois livro que mais me marcaram foi o da Tracy Hogg, A Encantadora de Bebês, onde ensinava a criar uma rotina bem legal para o bebê que foi muito útil e a bíblia.

A bíblia é meu livro de cabeceira sim, é o meu manual de vida pois lá encontro tudo que preciso. E claro que nessa fase procurava estudar como deveria proceder quando meu filho chegasse porque os filhos são herança do Senhor (Sl 127:3).

E lá aprendi como deveria criar, educar e disciplinar meu filho, e também aprendi a lição mais valiosa para minha vida de mãe, Deus tinha confiado a mim (e ao meu marido claro) aquela criança, aquela vida seria minha responsabilidade e eu seria sua guardiã e sentinela, e se Ele meu presenteou com aquela criança significava que EU seria a melhor mãe de todo o mundo para ela! Pois Deus o podia ter dado a qualquer uma, mas ME escolheu para criá-lo.

E isso foi muito libertador! Pois sabia que eu seria a melhor mãe que o Davi (e também o Daniel) podia ter, e isso foi escolha de Deus. E isso é maravilhoso!

Quando o Davi nasceu, como toda mãe de primeira viajem fiquei perdida, errei em muitos pontos e muito daquilo que havia planejado foi por água abaixo. A começar pelo parto, que queria de todo jeito parto normal, esperei até quarenta e uma semanas mas tive que fazer cesárea (quase de emergência).

Como disse, a teoria é bem diferente da prática, tive que fazer algumas adaptações naquilo que tinha em mente. Porém isso foi para o operacional, pois percebi que o que realmente importava era eu ter meus princípios e seguir com eles. Como por exemplo, queria amamentá-lo até os seis meses exclusivamente, dar a ele somente alimentação saudável até os dois anos (sem doces, comidas industrializadas…), eu o iria respeitar como pessoa, mesmo que tão pequeno, não queria voltar a trabalhar pois queria cuidar dele e ser sempre o porto seguro do meu filho.

Posso dizer que sou uma mãe abençoada, porque consegui manter todos esses meus princípios mais importantes, mas não foi fácil. Recebia muitas críticas de amigas e familiares sobre todas as coisas, chorava muito pois aquilo me magoava demais, a maioria delas era mãe também e ao invés de ajudar só me criticavam e apontavam o que e onde (elas achavam) que eu estava errando. 

Porém eu sempre me lembrava do que Deus tinha me dito em Sua Palavra (a bíblia) EU SOU A MELHOR MÃE QUE MEU FILHO PODE TER! Então enxugava minhas lágrimas e ficava feliz pois sabia que eu estava fazendo o meu melhor, e isso era o melhor para o meu filho.

Hoje já não choro mais quando ouço críticas, (ainda ouço) já até passei da fase grosseira (um tempo atrás eu dava umas respostas que a pessoa não queria nem mais falar comigo), agora eu apenas ouço e balanço a cabeça concordando, mas não ligo, sou muito bem resolvida e tudo deu certo do meu jeito até agora. Se as coisas que faço estão certas ou erradas para outras pessoas, não importa, para mim só interessa a felicidade dos meus filhos e que eles cresçam respeitando as pessoas e amando a Jesus, nosso Deus, sobre todas as coisas.

Sei que meus filhos são felizes (pois a mãe sabe, não é?), mas se eu fizer algo errado (sou humana e vou errar com certeza), não poderei culpar ninguém, porque faço tudo de acordo com o que acho certo hoje e isso para mim é mais que suficiente.

Então não dê ouvido às críticas, faça o que seu coração de mãe desejar e seja feliz, pois  como a pediatra dos meus filhos sempre diz, coração de mãe mãe se engana!

O meu até agora nunca se enganou, e o seu?

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