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Gestante calma, bebê tranquilo?

Não é para me gabar não, mas meus dois meninos são muito educados e gentis. Claro que fazem bagunça, se desentendem às vezes, mas são meninos, se não fosse assim teria algo errado. Mas vejo que eles são realmente mais tranquilos que a maioria dos amigos deles.

E várias vezes ouvi a frase, "Eles são assim porque você é tranquila!" Mas será mesmo que nossa tranquilidade e calma influenciam no comportamento dos bebês e crianças? Posso falar um pouco da fisiologia e também da minha experiência.


Li essa reportagem na revista Pais e Filhos onde fala que a gestante não dele se estressar pois isso prejudica o bebê, um médico diz: "A lista de problemas que podem vir com o estresse é alarmante: depressão, pressão alta, aborto espontâneo, parto prematuro e bebê com baixo peso." Ou seja, ficar muito estressada na gestação pode prejudicar a saúde do feto, o que é bem sério. Isso é devido ao hormônio do estresse, o cortisol, que é prejudicial à nossa saúde mas principalmente ao nosso filho que carregamos.

E nesse aspecto a minha gestação foi excelente. Não estava trabalhando, só fazia mestrado na época e tinha um professor muito compreensivo, me deixava totalmente livre para fazer meus horários. Então dormi muito, descansei, passeei…enfim fazia tudo que tinha vontade. Na segunda gravidez, só não dormi tanto pois tinha o Davi de 1 ano e meio para cuidar, mas ele também sempre foi bonzinho então pude descansar bastante também.

Não posso dizer o quanto isso contribuiu, mas os dois nasceram super tranquilos, o Daniel foi um pouco mais chorão que o Davi, mas nada que fizesse enlouquecer.

Como os dois foram bebês tranquilos e tive MUITA ajuda do meu marido, passei pela fase de "adaptação"relativamente bem, claro que com toda as dificuldades de mãe de primeira viajem e depois mãe de dois, mas também consegui me manter calma e centrada.

Na reportagem outro médico diz: "Mães estressadas podem ter dificuldade para amamentar e se vincular ao bebê. O estresse pode afetar a síntese de hormônios como a prolactina, responsável pela produção do leite, e a ocitocina, que promove a “descida” do leite." Novamente culpa do cortisol, que é o responsável pela diminuição da produção desses hormônios.

Outra vez digo que não sei qual foi a parcela de contribuição da minha calma e tranquilidade, mas nunca tive dificuldade na amamentação (a não ser dor por sensibilidade mesmo, que já falei em um post anterior), sempre tive MUITO leite e meu vínculo com meus dois meninos foi imediato.

Disseram também: "O estresse da mãe é transmitido pelo jeito com que ela lida com filho. Estabeleça contato visual, reserve a amamentação como um momento a dois. O segredo, de novo, é contar com todo apoio que conseguir, seja com o marido ou até uma consultora de amamentação, que vai ajudá-la com a “pega” do bebê, melhores posições para dar de mamar e vai diminuir, por tabela, um dos fatores de estresse no pós-parto, o choro de fome." E graças a Deus, sempre tive muito apoio e ajuda, o que me ajudou muito a manter a calma diante de situações típicas de estresse. E esse nosso jeito talvez tenha  contribuído para o comportamento calmo dos dois meninos.

E somos assim até hoje. Por exemplo, se um deles cai e se machuca de sangrar (bate a boca na mesa…), a primeira coisas que eles fazem é correr para nós (como qualquer criança) e SEMPRE nos mantemos calmos, não importa o quão grave possa parecer, olhamos para eles com olhar sereno e começamos a cuidar dos ferimentos dizendo que está tudo bem, que eles podem ficar tranquilos que nós já estamos cuidando e que a dor logo irá passar. E eles vão se acalmando com o tom tranquilo da nossa voz e vão parando de chorar, isso faz o coração deles também acalmar e com isso o sangramento diminui até estancar. E dali a alguns minutos de chamego no colo já estão correndo e pulando novamente (para o desespero do meu coração, pois não é porque me faço de calma que meu coração não se despedaça ao vê-los machucados, pois sou mãe e não um bloco de gelo!).

Ou seja, como conseguimos nos manter calmos, passamos segurança à eles, e eles sentem que podem ficar tranquilos pois nós, seus pais, temos o controle da situação, e com isso todo cenário se torna mais ameno e tudo se resolve mais rapidamente.

Confesso que não sou um poço de calmaria e perco a paciência algumas vezes, mas o importante é sempre passar confiança, segurança e ter tranquilidade nas diversas situações que enfrentar, e cortar o estresse ao mínimo.

Não digo que isso é uma fórmula ou receita mágica ou mesmo qual o grau de relevância desse meu comportamento, só sei que aqui em casa funcionou e hoje tenho dois meninos lindos  e fofos, que sabem se controlar emocionalmente (se controlam na medida do possível para crianças de 2 e 4 anos…).

Portanto tente não se estressar, manter a calma e ficar tranquila, pois eles sentem tudo que sentimos e se conseguirmos nos controlar estamos ensinando esse controle a eles também.

E com você, ficou muito estressada na gestação e seu filho foi uma criança chorona? Ou manteve-se calma e mesmo assim teve um filho bravo? Conte-me sua experiência!


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