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Mães na teoria

Eu amo ser mãe, isso não é segredo para ninguém e sonho com isso desde meus 12 anos de idade.

Quando fiz o teste de gravidez e deu positivo (só acreditei depois do terceiro de farmácia e do exame de sangue positivo) pensei: "Agora está na hora de eu correr atrás e aprender a ser mãe" pois sempre tinha sonhado com aquilo, mas não tinha idéia do que me esperava.

Comprei muitos livros sobre o assunto, "O que esperar quando se está esperando", "Nana Nenê", "A Encantadora de Bebês", "Bebê: Manual do proprietário", "Pekip: Estimular bebês brincando" (e é claro a bíblia que foi nossa melhor fonte até hoje sobre educação e formação de caráter)… Renovei minha biblioteca com livros sobre criação de filhos para me inteirar sobre o assunto.

Alguns livros foram realmente muito bons, outros parei de ler antes da metade, mas o importante era que com todas aquelas informações na mão estava formando minhas idéias de criação e educação do meu filho.

E quando o Davi nasceu realmente consegui colocar em prática a maioria das coisas que tinha em mente. Claro que fizemos nossas adaptações (eu e meu marido), pois tudo deve ter seu ponto de equilíbrio e devemos saber o que é realmente bom e válido para nossa vida. Lembro-me de estar ainda na maternidade lendo o livro da Tracy Hogg e meu obstetra veio me ver e quando me viu lendo disse: - "Esses livros são muito bons, mas daqui pra frente você e o Flávio escreverão seu próprio livro", muito sábio da parte dele...

E foi assim mesmo, nos baseando em alguma coisa, fazemos do nosso jeito, criamos e educamos nossos filhos da melhor maneira que podemos e sabemos.

Mas uma coisa que SEMPRE me tirava do sério eram pessoas mais velhas (ou mesmo nem tão velhas, mas com filhos que já passaram da adolescência) que vinham "me dar conselhos". Existe um ditado (que nunca gostei para falar a verdade) que diz que se conselho fosse bom não se dava, vendia. Pois é, passei a acreditar nele com todas minhas forças!

Sempre fui uma pessoa reservada, nunca gostei de pessoas se metendo na minha vida, nem me dando conselhos. E na criação do Davi não seria diferente. Minha mãe me ajudou muito sim, não posso negar, mas em questões fundamentais nunca permiti que ninguém falasse nada a respeito.

Logo no começo me entendi com minha mãe pois ela já me conhecia (mãe conhece seus filhos não?) e sabia do meu jeito. Então sempre foi muito cautelosa e me respeitava muito, o que foi essencial para nossa relação que hoje está muito melhor de antes de eu ser mãe.

O problema eram outras pessoas da família que vinham com os clássicos: "Vai dar de mamar até os 6 meses? Seu filho vai morrer de fome!" "Não vai por chupeta? Pus nos meus 4 filhos e todos eles estão ótimos!" "Olha, a mão e pé dele estão gelados, ele está com frio, coloque mais roupa nele"(ouvi esse "conselho" mesmo o Davi estando suando no calor de dezembro).

E esses comentários vinham da sogra, cunhada, amigas, primas….enfim de todos os lados. Todas se achavam um pouco "mães" do meu filho.

Até que um dia cansei e comecei a ser grossa, dar minhas patadas de sempre e aflorar meu "lado Joselita" (pra quem assistia MTV se lembram do Joselito? Pois é essa era eu!). Dizia que o Davi era MEU filho e eu ia fazer como EU achasse melhor. E fui me afastando de certas amizades, indo menos na casa dos parentes menos agradáveis até que eles entendessem que DA MINHA VIDA E DA VIDA DO MEU FILHO CUIDO EU!!!


A maioria das coisas que eu ouvia eram absurdos! E vinha de mulheres que já eram mães! Eu criei a teoria que mães com filhos já grandes se esqueceram de como é ser mãe de uma criança, só pode ser… E aquelas que nem eram mães e se achavam no direito de te dizer alguma coisa, tinha vontade de socar a cara da fulana! 

O que elas precisavam entender é que o que elas achavam ser o certo, não necessariamente se encaixava naquilo que eu estava fazendo ou achava melhor, mas todas que estavam de fora se achavam "expert"no assunto maternidade (mesmo aquelas que nunca tinham passado por aquilo).


Algum tempo se passou, o Daniel nasceu, eu amadureci, e todos já sabiam como eu era, então a coisa melhorou um pouco. Acabei retomando todas as amizades anteriores e me "apaziguando" com os parentes. E hoje aprendi a ignorar tudo que não me agrada, se não vai me edificar, entra por um ouvido e sai pelo outro. Com isso sou mais calma, vivo minha vida melhor e fazendo o que acho certo e da minha maneira.

Continuo não gostando que dêem palpite na minha vida sem eu pedir. Quer se meter na minha vida? Pague algumas prestações da minha casa que poderá até decidir a cor da cueca dos meninos! Senão as únicas pessoas que terão poder e direito de decisão na minha casa somos eu e meu marido e ponto final. Mas quando precisar sei a quem posso recorrer e a quem pedir ajuda. 

E outra, faço parte do que chamam hoje de mães do milênio, então tenho toda a comunidade materna na internet para me ajudar com dicas, conselhos, e até estudos científicos sobre qualquer assunto, o que me faz sentir muito bem assessorada (e quando me sinto julgada simplesmente a ignoro ou não entro mais em sua página). Então por favor não me venha com fios babados para colocar na testa dos meus filhos, isso é nojento! E me desrespeita profundamente.

Eu sei como quero criar meus filhos, e se eu errar, tudo bem, não vou culpar ninguém por eles e saberei que fiz sempre o melhor que pude. Muito obrigada por se preocupar, mas acredite: estou fazendo o que acredito que é certo e vou criar meus filhos dentro do melhor que puder!

E você tem também ao seu lado essas "mães na teoria"? Como lida com isso?

7 comentários:

Tatynovas disse... [Responder o Comentário]

Gostei muito do que li,mais não tem jeito tem sempre alguem querendo se meter na nossa vida, com os famosos palpites.Vivo este dilema constantemente, e afirmo não é facil,dai tem as frases: é vc quem sabe?, o filho é seu né? então faz o que vc quiser.... e por ai vai...
Mais grsças a DEUS os filhos são meus rs rs
abraços!!!

Karin disse... [Responder o Comentário]

Ahhh, esses palpites são de atazanar a cabeça, mas é incrivel como depois de um tempo aprendemos a ignorar ou administrar essas coisas.
Menos mal, certo? Senão provavelmente ficariamos loucas!!!]kkk

Beijos

Karin
www.mamaeecia.com.br
#amigacomenta

Ninon disse... [Responder o Comentário]

Oii Elaina!!

Nossa, a teoria é sempre tão linda e fácil né??
Quando o Pedro nasceu, no primeiro dia foi tão fácil, ele dormiu o dia todo. Mas no segundo dia ele chorou o dia todo!! E eu fiquei bem louca por não ter levado o livro "A Encantadora de Bebês" para a maternidade. Lembro que pedi para minha mãe ir na minha casa para pegar e ela dar risada!! E ali eu descobri que não tem teoria que supere a realidade. O que aprendemos nos livros podemos com certeza usar de base para nossa tomada de decisões e atitudes. Mas nada melhor do que o tempo para nos transformar em mães de verdade!!

ótimo post, como sempre!!!

Bjos!!

#amigacomenta

Jackie disse... [Responder o Comentário]

Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeee amei o post... eu ainda passo por isso algumas vezes... e é complicado... lembro que eu queria estrangular alguém quando me diziam, agasalha esse menino!!! ... o Davi é hiper calorento.. ficava irritado de tanta roupa, quando eu deixava da maeira que ele queria, me falavam " VAI FICAR DOENTE" .....
ahhhhhhhhhhhh fiz um post sobre isso esses dias..... sobre não existir um manual de como criar filhos, por que por mais teoria que vc tenha, ele é um individuo, não dá pra generalizar em nada, nem em doença, por que por ex. o meu não tem febre por nada, passou por uma pneumonia sem nenhum dia de febre.... o que todo mundo diz que as crianças tem sempre, o meu nunca teve, nem com vacinas, nem com os dentes nascendo, não dormia o dia inteiro como dizem que os RNs fazem e por aí vai........

bjussssssssssssssss

Michele Schefel disse... [Responder o Comentário]

É sempre assim.. todos tem mil e um conselhos...mas lembro muito bem, que ouvi de um amigo meu, antes mesmo de engravidar: todos te darao conselhos, cabe a vc ter o bom senso de segui-los ou nao. Então qdo começaram todos os pitacos eu escutava, e mudava de assunto... logico que muitos me irritavam profundamente, mas sempre tentei comentar somente com o marido, que compactuava com as mesmas ideias que as minhas... o problema, é qdo vejo coisas que me desagrada, que nao fazem parte do meu jeito de pensar, de criar meus filhos, como colocar acucar na mamadeira de um bb de 4 meses... ou dar chocolate, refrigerante antes dos 3 anos.. e ai a vontade de falar é gigante.. mas muitas vezes me contenho, pois....eu nao gostava de muita coisa q me diziam... mas a gente vai aprendendo, e vmaos ficando mais sensatas como decorrer dos anos... bjo
#amigacomenta micheleschefel.blogspot.com

Dina disse... [Responder o Comentário]

Ai amioga, vc jura que passa? Jura que pelo menos diminui?

Olha eu sempre falo, criar filho dozoutros é MUITO fácil.

MaH disse... [Responder o Comentário]

Eu ainda tenho muito receio do depois, de como será, se serei memso uma boa mãe, mas sou como você, não gosto que fiquem palpitando. As vzs até prefiro errar primeiro, do que ter que ficar ouvindo tudo q os outros dizem. Minha mãe tmb me conhece e só palpita quando eu peço. Tenho ctza que vou pedir muito a ajuda dela no começo, mas mesmo assim, sei que no final será sempre do meu jeito! hehehe
Bjao