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Não basta ser pai, tem que participar!

Sei que o dia dos pais já passou, mas como a festinha de homenagem aos pais da escola dos meninos será esse sábado, achei que ainda daria tempo de fazer essa homenagem pois não seríamos mães sem esses homens que escolhemos para compartilharem conosco esse amor tão maravilhoso que sentimos quando temos um filho.


Sei que a frase do título está mais que batida, mas creio que nos tempos de hoje está mais válida que nunca. Digo isso pois na época do meu pai a participação do pai se restringia à algumas broncas e passeios ao final de semana, afinal de contas ele tinha que trabalhar e cuidar de criança é coisa de mulher (meu pai sempre foi machista…).

Porém as coisas hoje estão bem diferentes (graças a Deus), o homem que não auxilia a mulher na criação e educação dos filhos está fora da realidade.

Então vou homenagear o homem que na minha opinião é sim o melhor pai desse mundo, meu marido! Isso porque para mim ele faz exatamente tudo aquilo que um pai de verdade deveria fazer, por isso coloco aqui como um pai deve proceder assim que sua esposa se torna mãe.

Um pai de verdade é aquele que já começa seu cuidado desde a descoberta da gravidez. Claro que o homem só sente mesmo o que é a paternidade quando está com o filho nos braços, mas deve ter um cuidado e atenção especial com a esposa gestante. E nisso fui privilegiada, desde o exame positivo meu marido (o Flávio) me mimou e paparicou até não poder mais. Confesso que até sinto falta algumas vezes…

Durante o parto o pai de verdade dá todo o apoio e sustento emocional, pois é um momento maravilhoso, de muita felicidade, mas também de muita ansiedade, pois afinal de contas aquele filho que estava apenas na sua barriga se tornará real e lá sim nos tornamos mães na prática. E esse apoio que tive do meu marido, segurando minha mão o tempo todo, estando aí para tudo que eu precisasse foi muito importante para eu me acalmar.

E após o nascimento é que o papel de pai de verdade começa. Pois não basta "olhar" o bebê enquanto a mãe toma banho ou tenta comer algo pela primeira vez ao dia às seis horas da tarde, pai é aquele que suporta, incentiva e está ao seu lado para qualquer coisa que precisar, levantando à noite, acalentando, trocando fraldas, dando banho…enfim, eles só não podem amamentar, mas o resto são tão capacitados e habilitados para fazer quanto nós.

Lembro-me que entre meus choros de dor no início da amamentação meu marido levantava comigo à noite (mesmo tendo que levantar cedo no dia seguinte para trabalhar) e ficava ali comigo, tentando me acalmar, ele até criou o "clube da mamada noturna" onde éramos os três sócios (eu, ele e o Davi) exclusivos, e aí ele fazia piadas para que eu pudesse rir e esquecer um pouco a dor, pois ele sabia o quanto a amamentação era importante para nosso filho, sim, porque ele se interessava e queria saber o que era bom ou não para o Davi.

O banho era de total responsabilidade dele. Eu e o Davi esperávamos ele chegar do trabalho e aí meu marido ia dar banho nele, e era um momento delicioso em família, e os dois amavam.

Sempre que podia o Flávio brincava com o Davi, do jeito dele (meio bruto algumas vezes, mas o Davi pareceu sempre gostar, então nunca interferi) e os dois se divertiam.

Quando o Daniel nasceu, era final de ano e não tínhamos ninguém aqui em São Paulo que pudesse cuidar do Davi, e o Flavio sem pestanejar, além de me acompanhar no parto como da primeira vez ficou e cuidou do Davi todo o tempo que estava no hospital, e tudo ocorreu muito bem (está certo que um dia ele apareceu no hospital com o Davi com uma blusa de pijama, mas e daí?).

Hoje ele é um pai muito orgulhoso, se alegra com cada conquista dos nossos meninos por menor que seja. E os meninos sentem isso. Às vezes o Flavio dá aulas à noite durante 5 semanas direto e eles só se vêem nos finais de semana (coisas que temos que fazer pelo preço de eu ficar em casa sem trabalhar) e vejo como eles sentem falta um do outro porque não só os meninos, mas vejo que o Flávio sente falta deles também. E aí os finais de semana são só deles.

Pai para mim é isso, aquele que cuida, ama, se orgulha, não mede sacrifícios para ver um sorriso no rosto do filho, brinca de rolar no chão, corre, pula, joga bola…enfim faz de tudo para ver a felicidade do filho, mas sem nunca esquecer a esposa, sempre faz questão de sairmos para almoçarmos ou jantarmos juntos (claro quando conseguimos alguém para ficar com os meninos, o que não é sempre), isso também é muito importante!

Além de tudo isso, acima de tudo respeita os filhos como eles são, tenho dois meninos e são completamente diferentes um do outro, e o Flávio sabe dessa diferença e brinca com cada um conforme suas personalidades.

Uma vez ouvi da Jemima, do blog Vizinhos de Útero uma vez dizendo que seus pais não amaram seus filhos da mesma maneira, mas sim os amaram da maneira que cada um precisava ser amado, achei isso a melhor definição de amor que os pais deveriam ter com seus filhos, e me orgulho em dizer que meu marido ama meus filhos de formas diferentes, a forma com que cada um quer e precisa ser amado.

E aqui deixo meu agradecimento e reconhecimento ao homem que como disse lá em cima é o melhor pai do mundo, meu marido, um verdadeiro homem que coloca sua família como prioridade em sua vida.

Espero com isso incentivar e encorajar outros pais a fazer o mesmo, pois esse vínculo com os filhos é para a vida toda e é maravilhoso!

Parabéns à todos os pais que, assim como o meu,  participam da vida dos filhos, pois esses são os verdadeiros pais e homens que toda mulher se orgulha de ter.

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