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Será que acabou?

Como escrevi no post anterior, estive sumida por vários motivos. Hoje vou contar um pouco para vocês o que vim passando desde que descobri que estava grávida até essa semana (estou na 10ª semana de gravidez). E vamos ver se escrevendo tudo essa onda acabe!

Quando descobri que estava grávida, tive que planejar como contar para família, pois dar a notícia de uma terceira gravidez não é fácil…Então planejamos um churrasco no feriado de 7 de setembro para contarmos e comemorarmos com nossos pais e irmãos.

Tudo correu bem, apesar de alguns não terem recebido a noticia com bons olhos e isso me chateou um pouco, mas já passou.


Após a notícia dada, tive que marcar várias consultas. A primeira claro com meu GO par pedir os exames básicos e o primeiro ultrassom (pois eu estava apavorada com a possibilidade de serem gêmeos), depois tive que passar com meu endócrino e meu cirurgião, pois sofro de hipotireoidismo e isso é grave na gestação, e mais uma batelada de exames e ultrassom da tireóide. E nessa correria entre médicos, exames e consultas, foram umas duas semanas.

Na primeira semana de outubro iríamos viajar de férias, então tinha uma semana para preparar tudo, quando o Davi resolve ficar doente, mas não era qualquer coisa, era uma infecção viral que poderia ser extremamente perigosa para mim, pois estava na 7ª semana de gestação, a médica foi bem clara, eu não poderia ter contato com o Davi, pois se eu pegasse essa infecção poderia perder o bebê, ou ainda ele vir a nascer com defeitos congênitos (igual à da rubéola). Sentiram meu desespero?

Eu não queria deixar de cuidar do meu filho doente por uma possibilidade de pegar o que ele tivesse, mas se eu pegasse e algo acontecesse com o bebê número 3 eu não me perdoaria.

Porém antes de engravidar eu orei muito, e uma das coisas que pedi foi para ter saúde para cuidar dos meninos, não queria que nada faltasse à eles. E aí me acontece isso? Senti que era para eu confiar no Meu Deus, era sim uma privação que teria que passar, e contrariando todas as recomendações médicas fiquei com o Davi em casa cuidando dele como se eu não estivesse grávida e entreguei minha saúde e a do bebê nas mãos de Jesus (e não poderia ter feito coisa melhor). Resultado: cuidei muito bem do meu filhote, consegui arrumar todas as coisas para nossa viagem e NADA aconteceu comigo e com o bebê.

Ufa! Uma coisa passou…

Na véspera da viagem, no sábado, na hora em que vamos finalizar as malas e afins, meu marido trava as costas! Passou a tarde no hospital tomando soro com analgésicos...

Fomos para Caldas Novas. Um lugar sensacional para crianças, recomendo muito. Só a comida que não é muito boa, mas dá para se virar bem.

Chegamos lá no domingo día 02/10. E na terça dia 04 o Daniel começa com febre! O que vou fazer em um lugar que só tem piscina (e de água quente) com uma criança com febre? Tive que fazer uma visita a um hospital goiano. O Flávio levou o Daniel em um hospital (que é maternidade também…) coberto pelo plano, ou seja, um hospital particular. Ao chegarem lá às 18:00 disseram ao meu marido que eles não tinham pediatra naquele dia (oi? uma maternidade que não tem pediatra?) e que o clínico geral que também vê (sic) criança só chegava às 19:00! Ou seja, ficaram 1 hora passeando pelo hospital para depois o médico olhar a garganta dele e constatar uma infecção de garganta, passou um antibiótico e tudo ficou bem.

No final da viagem meu marido começa com uma dor no ouvido, que ao voltarmos para casa se tornou insuportável. Chegamos no domingo de manhã, e no domingo à noite lá estava ele (de novo) no hospital, e constataram infecção no ouvido. Mais uma semana de antibióticos e cuidados.

Na semana seguinte eu achei que tudo voltaria ao normal, foi quando ligamos para meu cunhado e ele falou aquele monte de asneiras sobre o Daniel, que contei aqui, não fiquei preocupada, só pentelhada mesmo.

Não contente com isso, minha empregada resolveu faltar os dois dias que vem na minha casa e sem avisar, afinal de contas ela está doente e espera que eu ligue para ela, ou seja, tenho que limpar a casa além de tudo (eu amo minha casa, mas nessas horas tenho uma saudade do meu apertamento…)

E quando (novamente) achei que tudo ia acalmar, na quinta feira o Flávio e o Daniel começam com dor de barriga…que acabou se transformando em uma infecção estomacal, e é claro que o Davi pegou também! E aí ficou o marido e os meus dois filhos com diarréia e vomitando...não é ótimo?

Enfim, hoje meu marido já está melhor e os meninos começando a se recuperar (apesar de ainda estarem com diarréia e o Davi ter vomitado um pouco depois da janta), mas a semana está só começando, e minha dúvida é: será que minha empregada vem amanhã ou me dará o cano novamente?

Passei por tudo isso em um pouco mais de um mês. Minha gravidez está só começando. Será que a fase doença acabou ou também está só começando?

Só teve uma coisa boa nisso tudo, eu (por enquanto) estou passando ilesa por tudo isso, não tive nadinha de nada! Bom, graças a Deus, pois senão quem iria cuidar de tudo? Provavelmente eu, mesmo doente.

Espero que o pior tenha passado, e eu possa daqui para frente aproveitar minha (última) gravidez sem medo e poder voltar a ser a pessoa frágil da família, e ser cuidada por todos e não o contrário!

Mas se essa onda de doenças continuar, vou ter que segurar o tranco, afinal eu escolhi essa vida (da qual não me arrependo nem um pouco)!

E ainda tem gente que fala que vida de mãe é moleza (ouço, mas o que mais você faz além de ser mãe?), pode socar?

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