Páginas

11

O mais novo no hospital

Estou meio sumida não é?

Justifico-me, nesse final de gravidez tenho me sentido cada dia mais cansada e sem forças, esse calor INSUPORTÁVEL que tem feito essas últimas semanas tem contribuído bastante para isso, sem contar também o susto que tomamos em meados de fevereiro…

Depois de uma febre aparentemente de garganta do Daniel, ele foi diagnosticado com pneumonia (novamente). Quando ouvi isso um filme se passou na minha cabeça de tudo que passei com o Dani quando ele tinha 1 ano e 3 meses (contei aqui). Mas graças a Deus tudo não passou de um susto e agora está tudo bem, apesar de ele ter tido mais um episódio de febre semana passada mas que passou sozinho.

Com tudo isso, meu lindo marido resolveu escrever sua experiência quando eu estava no hospital com o Daniel.

Espero que gostem.

Daniel na UTI depois da 1ª cirurgia, não é de cortar o coração?



O Mais Novo No Hospital

By Flávio Furlan


Já faz muito tempo que isso aconteceu e vocês com certeza já leram aqui toda a história. No entanto, quero deixar meu depoimento do meu lado, de quem não estava lá.

O Daniel, meu filho mais novo, ficou muito doente e precisou ser internado no hospital com uma forte pneumonia. Foram dias muitodifíceis em nossa vida, mas que, graças a Deus, já faz parte do nossopassado.Quando recebi a notícia não parecia ser tão grave, até ver o Daniel com o balão de oxigênio pois sua saturação estava baixa. Mas somente me dei conta que entraria em um momento muito difícil quando saí do hospital somente com o Davi, meu filho mais velho.

No carro eu liguei para uma amiga nossa muito próxima para avisar do fato e com cada um que eu conversava ia me dando conta que meu filho estava internado e que isso era sim muito grave. Logo pensei em tudo o que eu poderia fazer para ajudar o Daniel que estava doente, mas me dei conta que ele estava muito bem cuidado, afinal estava em um dos melhores hospitais e estava com a sua mamãe que é da área da saúde e entedia todos os termos médicos, ou seja, ele não precisava diretamente da minha atenção, mas sim o Davi.

Em muitos momentos precisava ser um pouco de Guido, o personagem de Roberto Benigni de A Vida É Bela, tentando absorver toda a tensão para mim e não deixando que o Davi sentisse a gravidade da situação. Eu nunca minto e essa não seria a primeira vez. Nunca escondi dele que seu irmão estava muito doente e que a mamãe estava com ele, mas não deixaria que o Davi sentisse toda a tristeza e apreensão da situação.

Eu fiquei todo o momento com o Davi, dei toda a atenção a ele, brinquei, fiz comida algumas vezes, o levava para ver a mãe o máximo de tempo possível e principalmente, o respeitei como pessoa, sempre explicando o que estava acontecendo. Com os familiares eu fazia pose de forte e que estava levando tudo aquilo com naturalidade, como se fosse normal ter um filho internado por conta de uma pneumonia grave.

Minha avó adotiva me disse durante esses dias que eu estava sendo muito forte e que achava isso muito nobre de não deixar transparecer toda a situação para o Davi, mas eu devia desabar quando chegava em casa e colocava o Davi para dormir.

Mas não foi isso que aconteceu, eu não desabava, eu orava. Orei muito para que o Senhor Jesus nos mostrasse o motivo daquilo e que se fosse motivo de disciplina queria entender o que eu poderia estar fazendo de errado.

Realmente o fato nos fez pensar muito em nossas vidas. Lembro-me de sentar com Elaina na lanchonete do Hospital Sabará e conversamos muito sobre o por quê de tudo aquilo. Questionamos muito nossa vida, nosso proceder e como estava nosso relacionamento com Deus. Uma coisa não questionamos, o por quê de tudo aquilo. Ainda não consigo sintetizar em poucas palavras o que aprendi desse episódio de nossas vidas, mas o que posso dizer que não saí como entrei.

Aprendi coisas que não aprenderia sem essa experiência, mas o que também aprendi foi saber trabalhar em equipe. Basicamente a Elaina cuidava do Daniel e eu do Davi. Ela cuidava dos assuntos do hospital e pediatria e eu com o suporte dela lá, indo no hospital para ficar com o Dani enquanto ela ia tomar um banho e ficar com Davi um pouco. Essas duas coisa foram muito importantes para ela, eu ficar com o Dani e ela ficar um pouco o Davi. Sinto que se eu não cooperasse nesse sentido eu poderia deixar situação muito pior.

Trabalhe em equipe com sua esposa, coopere com ela, pois nossas esposas e filhos precisam de nosso suporte e temos sim que ser o seu porto seguro. Não se engane não, as mulheres são muito fortes mas precisam de seu companheiro nessas situações difíceis. Deixe as diferenças de lado e trabalhem em equipe. Seja o suporte deles em tudo. Isso é o importante, nada mais.




Como diz o Davi, não é para morrer de amor com esse marido maravilhoso?

11 comentários: