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Relato do parto número 2 - Parte 1

Olá minhas queridas.

Faz muito tempo que eu estou prometendo o relato do parto do Daniel. Finalmente criei coragem para escrever pois tem muita coisa ainda que ao lembrar me machuca um pouco, mas como tudo isso ficou para trás vamos lá a minha segunda aventura rumo a partolândia.

Mas vou ter que dividir em dois posts pois acabou ficando muito longo.
Vou contar um pouquinho da gestação para vocês saberem desde o início como tudo aconteceu.


Desde antes de eu ter o Davi, já havia informado o marido que eu queria três filhos. Então assim que o Davi completou 1 ano, como ele era muito bonzinho achei que poderíamos partir para o segundo filho.

Após árduas conversas e argumentações convenci o marido, e então logo no primeiro mês de tentativas engravidei (para a tristeza do marido pois vocês sabem como eles gostam da parte das tentativas, hehehe).

E logo fui para minha primeira consulta com meu GO querido. Lá minha primeira pergunta foi se eu ainda tinha chances de ter um PN pois como contei no relato do parto do Davi sempre quis um PN mas que não foi possível na primeira vez. E como meu GO é um médico excelente me explicou tudo o que podia acontecer e disse que poderíamos sim agora tentar um PN.

Então lá fui eu viver uma segunda gravidez, mas com uma diferença, eu tinha um menininho de 1 ano e meio para cuidar. E por conta disso passou beeem mais rápida que a primeira.

Tudo transcorria bem, só que eu estava ficando bem mais gripada do que na primeira, vivia com crises de tosse e tive até que tomar corticóide por umas semanas, mas nada de preocupante.

Com 28 semanas fomos fazer um ultrassom de rotina e no exame vimos que o líquido amniótico já estava baixo. Fui no meu GO e conversamos muito, isso era motivo de preocupação principalmente porque tive esse problema com o Davi, só que foi no finalzinho da gravidez, acontecer essa diminuição tão cedo era para ficarmos alertas para um possível parto prematuro. E ele me fez vááááárias recomendações.

Como sou uma paciente exemplar fiz tudo que ele me mandou, aumentei a ingestão de água e dei uma desacelerada. Inclusive foi nessa época que acabamos colocando o Davi na escolinha, ele estava com 1 ano e 8 meses, eu queria ter esperado até o Daniel nascer (o que aconteceria no começo do ano) mas devido aos acontecimentos antecipamos.

Com isso meu líquido deu uma estabilizada, ficava perto do limite mínimo mas não baixou mais. O restante da gravidez transcorreu muito bem, até chegar o final do ano.

Por volta do dia 15 de dezembro, eu estava com aproximadamente 36 semanas fizemos mais um ultrassom e fomos ver meu GO. Como ele mesmo disse aquele foi o melhor ultrassom de todos. O Daniel estava na posição e ganhando peso, minha placenta estava ótima e o líquido tinha aumentado um pouco. Ele ficou tão feliz que pediu para eu voltar só depois do natal, para fazermos mais um ultrassom e esperar o Daniel nascer de PN (pois a DDP era 07 de janeiro), então marcamos a próxima consulta para o dia 29 de dezembro e fomos curtir o Natal.

E foi aí que tudo desandou. Eu estava um pouco aflita pois minha mãe ia viajar no ano novo, e se o Dani resolvesse nascer antes não tinha o que fazer com o Davi, e essa minha preocupação estava elevando um pouco minha pressão, mas segundo meu médico eu só precisava "relaxar" pois não era nada alarmante.

Passei a noite de Natal com a família do meu marido e o dia com meus pais, mas como é de costume no finalzinho do dia 25 fomos tomar um lanche com os pais do Flávio, só para ficarmos juntos, e foi aí que tudo aconteceu.

Assim que chegamos lá o Flávio foi para sala brincar com meus sobrinhos e o Davi, como eu estava com aquele barrigão de 38 semanas fiquei na cozinha comendo. Então meus sogros e meus cunhados fecharam a porta da cozinha e começou uma "sessão de horror". 

Explico. Meu marido havia comprado uma moto no meio do ano para facilitar nossa vida e os pais dele nunca concordaram com isso. Então tentaram falar com ele para ele desistir da idéia porém não surtiu muito efeito. E aí eles acharam que como falando com o Flávio não resolveu, eles esperaram meus cunhados chegarem do Canadá para tentarem através de mim convencer o Flávio a vender a moto. Só que eles não tiveram o mínimo tato! Imaginem a cena, eu fechada na cozinha com meus sogros, meu cunhado e minha cunhada ouvindo um monte de barbaridades, coisas finas do tipo, "você não ama o Davi e nem esse que vai nascer porque se amasse não deixava seu marido ter moto", você é uma irresponsável", "você já atualizou seu seguro de vida, porque como você não trabalha, vai precisar do dinheiro quando ele cair da moto e morrer", "você vai ter condições de cuidar dele se ele ficar um vegetal na cama com 2 filhos"…e por aí foi uma chuva de acusações e absurdos que ainda me doem muito de lembrar. 

E isso durou mais ou menos uma hora, até meu marido perceber que algo estava errado (pois a casa da minha sogra é bem grande e eu estava longe dele), e foi aí que ele entrou, me viu com aquela cara de horror e perguntou o que estava acontecendo, eu não conseguia falar, estava em estado de choque, e meus sogros diziam que não era nada, só uma conversinha entre parentes! 

Mas graças a Deus meu marido foi perspicaz e resolveu ir embora naquela hora. E aí quando chegamos no carro não aguentei, me acabei de chorar e contei pra ele o que tinha acontecido. Mas o problema é que eu tremia muito e começou uma dor de cabeça muito chata.


Eu, o Davi e meu barrigão, aqui estava com 36 semanas

Amanhã eu termino de contar para vocês o desenrolar dessa história...

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