Páginas

2

O formato do mamilo pode dificultar a amamentação

E como hoje é o último dia da semana de aleitamento materno, mais um post para auxiliar nesse momento tão precioso entre nós e nossos filhos.

Descubra qual o tipo do seu e aprenda a corrigir eventuais problemas para garantir um aleitamento tranquilo.


Rafael Santos

Invertido, plano, normal e alongado ou comprido. Estes são os quatro tipos de mamilo existentes. Saber qual deles é o seu é importante, porque há o risco de alguns formatos prejudicarem a amamentação.

Os que tendem a provocar mais empecilhos são o plano e o invertido. “Quando o bebê vai iniciar a mamada, ele utiliza a língua para pressionar o mamilo contra o palato, fazendo o leite escorrer. Bicos planos ou invertidos não são suficientemente salientes e, por isso, o pequeno não consegue alcançar o mamilo para realizar a pressão”, explica a consultora em amamentação e doula, Livia Teixeira, fundadora da Companhia da Mama.


Os mamilos alongados, mais raros, também podem promover complicações durante as mamadas. “Há casos em que o bebê, especialmente se for pequeno, apresenta reflexo de vômito ao fazer a pega, ou abocanha só o mamilo, o que favorece a formação de fissuras”, conta a pediatra Maria Beatriz Reinert do Nascimento, membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Já os mamilos normais são o tipo ideal para a amamentação.

Qual o seu?
Veja algumas dicas para reconhecer qual é o formato do seu mamilo.



Normal:


É o tipo mais comum entre as mulheres. “Trata-se do mamilo que se exterioriza pelo menos um centímetro em relação à aréola, sem a necessidade de estímulos”, esclarece o mastologista Anastasio Berretini, Presidente da Comissão de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Mastologia.



Comprido ou alongado:


Trata-se de um mamilo muito saliente. O melhor momento de confirmar se este é o caso do seu é a hora de amamentar, porque vai depender da proporção do mamilo que é abocanhada pela criança. “Se o bebê pegar apenas o bico, então se trata de um mamilo alongado”, explica a enfermeira Grasielly Mariano, pesquisadora na área de aleitamento materno e autora do livro “Socorro, eu não sei amamentar”.


Plano:


Trata-se do mamilo que está praticamente na mesma linha da aréola, nota-se apenas o seu desenho, mas ele não é projetado. Quando estimulado, este bico pode ou não ficar mais saliente.


Invertido:


Este mamilo não é visualizado, pois fica posicionado dentro da aréola. “Há dois tipos de mamilos invertidos. Um, mais raro, é o invaginado, ou verdadeiramente invertido, que não pode ser alterado. Outro é o mamilo retrátil ou umbilicado, que pode ser projetado para fora ao ser estimulado com movimentos entre os dedos”, diferencia Nascimento.


Calma, tem solução

Caso você suspeite que o seu mamilo enquadra nos tipos que dificultam o aleitamento, não se desespere. “Isso não é determinante para o insucesso da amamentação”, tranquiliza Teixeira.

A primeira recomendação para as grávidas é conversar com o seu médico sobre o assunto, ainda durante os exames de pré-natal.  “É importantíssimo que a assistência seja individualizada, porque não há receita que caiba para todas as mulheres e também para todos os bebês”, explica a enfermeira Isilia Silva, professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

Além dos médicos, os consultores em amamentação também auxiliam as mamães a oferecer o peito de maneira satisfatória. Entre as orientações destes especialistas para casos de mamilos invertidos, estão: o uso de bomba de sucção manual ou seringa plástica com o embôlo invertido, que podem ajudar na projeção do mamilo, além do uso de conchas com um furo central, para posicionar o bico, tornando-o mais saliente. Já para quem tem mamilos planos, algumas das primeiras recomendações dos profissionais são: a aplicação de compressas frias mamilares e massagens na região da aréola e do mamilo.

Se o seu tem o formato alongado, a recomendação é esperar o bebê ficar mais velho. “À medida que ele cresce, vai aumentando o volume que consegue abocanhar, com a musculatura da boca mais fortalecida. Enquanto isso não acontece, a mãe pode se valer da ordenha do leite e oferecê-lo ao filho em um copinho ou xicara”, sugere Silva.

Os hormônios da gestação irão auxiliar na preparação dos seios para a amamentação, especialmente quando o mamilo for plano ou invertido. “Uma das modificações é que o volume da mama aumenta e os seios maiores vão fazer com que as regiões da aréola e do mamilo se sobressaiam”, justifica Silva. 

A pega está correta?
Ao amamentar, é importante ficar atenta a alguns aspectos para saber se o bebê está se alimentando corretamente. Ao se preparar para dar de mamar, a barriga da criança deve estar encostada na sua e a cabecinha, exatamente na altura da mama, sendo que o nariz do pequeno deve ficar apontado para o mamilo.

A boca da criança tem que estar bem aberta para que o mamilo e a aréola entrem com facilidade, assim os lábios ficarão invertidos, estilo “peixinho”. Fique atenta ao queixo do seu filho. “Se ele fizer movimentos ritmados de avanço e recuo e, em seguida, engolir, ele estará se alimentando. Também é importante notar se, durante a mamada, os seios estão se esvaziando”, ensina Silva.

Antes de amamentar, observe, também, se a aréola não está muito rígida. “O tecido mamário precisa estar macio para que o bebê possa abocanhar a aréola”, conta o pediatra Marcus Renato Carvalho, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Portanto, caso note que a região está endurecida, ordenhe um pouco do leite até que ela fique macia e, depois, ofereça o seio ao bebê.


Matéria publicada no Bebe.com.br

Eu tinha o mamilo curto, não chegada a ser plano, mas o  que me causou dores no início da amamentação pois o Davi acabou "puxando-o"para fora com a força da sucção. Usava a pomada Lansinoh e aquelas conchas de amamentação com base de silcone, e foi isso que me salvou (claro que se não fosse o apoio do meu marido eu também não teria conseguido).

E você, tinha (ou teve) algum problema?

2 comentários: